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C I N E M A

Vitorio de Sicca, o outro Schindler

Se o diretor Steven Spielberg se fez sensível à história do empresário alemão que ajudou a salvar a vida de muitos judeus durante o massacre nazista e a transformou no sucesso que foi “A Lista de Schindler”, um colega seu de cinema repetiu na vida real esse generoso gesto de Schindler. Ele salvou mais de 300 pessoas durante a II Guerra, segundo várias fontes(*).

O célebre diretor do neo-realismo italiano, Vittorio de Sica, estava filmando “A Porta do Céu” e arregimentou 300 judeus como falsos extras exilando-os temporariamente numa basilica cristã, área imune a ação das tropas do eixo.

“Durante o verão romano de 1943 quando era realizado esse projeto cinematográfico, foi emitido salvo-conduto para a liberdade de centenas de extras e falsos técnicos de cinema. O filme surgiu de um acordo entre a Santa Sé e o diretor italiano, combinando a ‘ação filantrópica’ desde o desenho dos cenários, estudos de locações e tempo de filmagem para conseguir refugiar e amparar os perseguidos pelos nazistas e sua Gestapo.

Não foi um plano de resgate improvisado, o próprio Papa Pio XII supervisionou e financiou o projeto, através do Centro Católico Cinematográfico e obrigou dilatar o prqazo de rodagem o máximo possiel para esperar a chegada dos aliados à Roma e assim poder libertá-los. As filmagens se converteram em um acampamento encoberto de judeus refugiados a espera de sua redenção.

A película relata as peripécias de um grupo de peregrinos enfermos em sua viagem de trem ao santuário e Nossa Senhora de Loreto, em busca de um ‘milagre virginall’. Protagonizada pela atriz espanhola María Mercader e com direção a cargo do próprio de Sica e dos italianos Cesare Zavattini e Diego Fabbri.

As locações foram acordadas pelo diretor com o prelado da Santa Sé, o então jovem Giovani Montini, mas tarde rebatizado mundialmente como o papa Paulo VI. Pressupõe-se que foram gastos uns 40 mil dólares da época – a maioria destinada a manutenção completa da equipe – e uma vez finalizado, o próprio Pio XII decidiu paralisar sua distribuição porque lhe pareceu arriscado que se condesse o milagre a qquase todos os integrantes daquele trem, com objetivo de chegar a Loreto.

Por isso, só se conserva na atualidade tres negativos – latas – de 16mm da película. Dois enterrados nos arquivos do Vaticano e um outro em mãos de herdeiro do diretor, o filho Christian De Siica.”

Fontes: 1, 2, 3, 4, 5.
VIA: http://kurioso.es/english/

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