ANTENA PARANÓICA

lemos e descolamos o que há de melhor na rede

H I S T Ó R I A

Quem tem coragem para ser diferente ?

Quem – nesses dias de crise e de falta de ética
tem coragem para sublimar um objetivo
e por ele tudo fazer?
Como Giordano Bruno, não renegando sua crença
na Verdade apreendida do cristianismo
e, por ele, ate morrer?

Quem diante das tragédias humanas que vemos
tem a coragem de não se liquidar e ser
mais um em meio à onda?
Como esse alemão, na sugestiva foto nazista
onde todos copiam a saudação nazista
mas ele cruza os braços, indiferente.

Esta fotografía acabaria tornando famoso a August Landmessser, embora a sua identidade só viesse a ser conhecida muito depois.

August Landmesser foi trabalhador dos dos astilleros Blohm und Voss de Hamburgo (Alemanha) até 1938, quando foi feito prisioneiro pela Gestapo, que o condenou por Rassenschande, artigo 2 da lei de proteção ao sangue e a honra alemãs. Este artigo proibia as relações sexuais extra-conjugais entre judeus e alemães. O artigo 5º da mesma lei estabelecida em seu apartado que “o varão que viole a proibição do artigo 2 será castigado com pena de prisão com ou sem trabalho forçado”. August se casou no dia 21 de abril de 1935 com a mulher de ascendência judia, Irma Eckler.

Em 1931 se havia filiado ao NSDAP (Partido Nacionalsocialista do Trabalhador Alemão) com a esperança de poder c0onseguir um trabalho graças a sua presença no partido, já que esses anos dominados pela ditadura do Partido Nazista, quem não estivesse em suas fileiras dificilmente conseguiria um emprego.

Em agosto de 1935, o pedido de casamento de ambos foi rechaçado pela origem judia da mulher de August, portanto, as duas filhas do matrimônio , Ingrid e Irene, nascidas em outubro de 35 e julho de 37, respectivamente já estavam no que era considerado uma desonra para a ordem social da raça ariana.

Depois de vários juris, Landmesser foi definitivamente condenado a dois anos e meio de trabalhos forçados no campo de concentração de Börgermoor. Sua mulher Irma teve a mesma sorte depois de ser condenada e foi levada a Lichtenburg, para ser posteriormente trasladada ao de Ravensbrück (ambos só para mulheres) onde morreu em janeiro de 1949, como tantas outras mulheres judias nesse campo de concentração. August foi liberado em principios de 1941 e levado a continuar seu trabalhos forçados em uma fábrica de carros para Exército. Obrigado a alistar-se no batalhão condicional “999”.

FONTE:

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