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Quando falar é um problema

Ter uma entonação considerada fina é um problema que atinge adolescentes e adultos, que buscam métodos inusitados para engrossar a voz. Especialistas alertam que receitas caseiras não funcionam e que nem todos podem alterar seu tom de voz

Matéria de ALINE MUSTAFA no Diário de SP

Ter a voz fina – ou achar que tem – é um problema que aflige inúmeros adolescentes e homens. Os vários fóruns espalhados pela internet em que o assunto é discutido são provas de que o tema causa preocupação intensa. Por conta disso, os internautas trocam receitas e exercícios na expectativa de engrossar a voz. As dicas, claro, não surtem efeito.

“Nem limão, nem azeite com coca. Nenhum medicamento caseiro vai engrossar a voz”, assegura a fonoaudióloga Mara Behlau, presidente da Associação Brasileira de Fonoaudiologia. A mudança na voz, quando necessária, ocorre apenas com exercícios propostos por fonoaudiólogos. Medicamentos e cirurgia na laringe ou nas cordas vocais são utilizados apenas nos casos mais extremos.

Os exercícios irão ajudar na impostação vocal. É possível, por exemplo, modular a voz e usar melodia. “Mas a fonoaudiologia não engrossa a voz”, alerta a fonoaudióloga Maria Eugência Cícero Tabacow, do Hospital Santa Virgínia.

A voz depende de inúmeros fatores – tamanho da laringe, aspectos hormonal e emocional, clima onde se vive. Para saber se realmente a voz é fina, pode-se fazer testes por meio de programas de computador. “Um software para análise acústica identifica se a voz está na média masculina e feminina”, explica Mara.

TOM ERRADO /Segundo a especialista, muitas vezes a voz está no tom errado. Em outras situações, é o jeito de falar que está incorreto. Ou seja, há casos em que a voz é de um adulto, mas a entonação é infantil. “Para o homem, isso interfere no julgamento de sua sexualidade. As mulheres dão a impressão de serem mais infantis, mais inseguras”, compara ela.

Alterações no modo de falar afetam, com mais frequência, pessoas que foram muito mimadas, que cantam em coral e filhos únicos que cresceram sem uma presença masculina. Há, ainda, as situações em que o homem teve atraso hormonal. Nestes casos, a reposição de hormônios basta.

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